sexta-feira, 18 de abril de 2008

Autoridade para as Condições do Trabalho

“Portugal assumiu, a nível comunitário, o compromisso de reduzir em 25 por cento o número de acidentes mortais no trabalho até 2011”, anunciou ontem, em Braga, o Director Regional do Norte da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), Luís de Castro. O Director Regional referiu que apesar de o número de mortes estar a decrescer desde 2004, é necessário desenvolver um esforço conjunto para diminuir ainda mais o nível de sinistralidade e frisou que a segurança tem que ser vista como um investimento, não como um custo.

O anúncio foi feito no decorrer de um workshop sobre “Segurança na Elevação de Pessoas e Cargas no Trabalho”, promovido pela Agrifer no auditório do IDITE-Minho.

Perante uma plateia constituída maioritariamente por pessoas ligadas ao ramo da construção civil, Luís de Castro referiu ainda que este sector, em 2007, foi responsável por cerca de metade dos acidentes mortais. O Director Regional do Norte divulgou ainda que de Janeiro a Março do corrente ano, ocorreram 26 acidentes, dos quais 16 foram na construção civil.

Luís de Castro utilizou a frase do o vencedor do Prémio Nacional de Professores, “Quem quer arranja maneira, quem não quer arranja desculpa”, para dizer que, ACT e empresários, têm que arranjar maneira para diminuir o número de acidentes de trabalho.

Na sua intervenção, o Director Regional do Norte aproveitou também para explicar o aparecimento da ACT, entidade que resulta da extinção da Inspecção Geral do Trabalho e do Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho. Criada em Setembro de 2007, a ACT é o novo serviço da administração directa do Estado, responsável pela melhoria das condições de trabalho. A instituição tem como missão a promoção da melhoria das condições de trabalho, através do controlo do cumprimento das normas em matéria laboral, bem como a promoção de políticas de prevenção de riscos profissionais.

Compete-lhe, igualmente, o controlo da legislação relativa à segurança e saúde no trabalho, em todos os sectores de actividade e nos serviços e organismos da administração pública, central e local.

A ACT possui uma vertente inspectiva, dirigida para o controlo do cumprimento das normas legais, e uma vertente de prevenção, orientada para os riscos profissionais e das doenças profissionais.

Quanto aos inspectores do trabalho, este têm por missão o controlo do cumprimento das disposições legais, quer na área das relações de trabalho, quer na área da segurança e saúde no trabalho, bem como a informação e conselho sobre a melhor forma de dar cumprimento às disposições legais, isto para além do dever de alertar para as lacunas ou dificuldades do quadro normativo que lhe incumbe aplicar.

Como instrumentos da acção inspectiva de natureza informativa/pedagógica, existe a informação/conselho/recomendação; a notificação para entrega de documentos/ requisição; a notificação para cumprimento/ tomada de medidas e o auto de advertência.

De natureza coerciva/punitiva, temos o auto de notícia; a participação e a participação-crime. No campo da natureza executória temos a suspensão imediata do trabalho e a cessação imediata da actividade do menor.

O inspector do trabalho, no uso de poderes de autoridade, visita locais de trabalho sem aviso prévio; interroga, a sós ou com testemunhas, qualquer pessoa com informações úteis para uma dada averiguação; requisita, consulta, copia documentos; diligencia no sentido de acautelar a subtracção de prova e determina a demonstração de processos de trabalho.

Por outro lado, o inspector recolhe para análise amostras de substâncias, preparações, produtos; notifica o empregador, trabalhadores, peritos ou outras pessoas para comparência em determinado local; faz-se acompanhar de agentes de autoridade quando

for necessária a sua colaboração na visita (residualmente); notifica o empregador para o apuramento de quantias em dívida aos trabalhadores e determina medidas executórias, num certo prazo ou imediatas.

Haulotte Group


O Workshop contou com a participação de Joaquim Leal, da Haulotte Group, empresa que é líder europeu em equipamentos de elevação de pessoas e cargas. Na sua intervenção, o representante da Haulotte considerou que uma das formas de melhorar a segurança no trabalho passa pela utilização dos equipamentos mais adequados a cada função e salientou que esta opção, para além de aumentar os níveis de segurança, garante resultados mais rápidos e lucrativos.

Joaquim Leal referiu que o crescimento das vendas do grupo que representa é uma prova que, na área da segurança no trabalho, a mentalidade portuguesa está a mudar.

Na área da elevação de pessoas, a Haulotte apresenta sete famílias de produtos para cobrir as necessidades dos clientes e as particularidades de cada problemática profissional.

Uma gama completa de tesouras, Todo terreno (altura de trabalho de 8 a 18mts), Eléctricas – série “Optimum e compact” (altura de trabalho de 6 a 12mts), Todo Terreno Eléctricas - série “Compact RTE” (altura de trabalho de 10 a 12mts). Estes equipamentos são utilizados em trabalhos que necessitam de grandes superfícies de trabalho e para utilização interior e exterior.

Plataformas articuladas: diesel, eléctricas ou bi-energia. Todo terreno (altura de trabalho de 12 a 41mts), eléctricas (altura de trabalho de 12 a 15mts) e bi-energia (diesel/eléctrica ou gasolina /gás). Estas plataformas são utilizadas para aplicações que exijam um alcance importante com a finalidade de ultrapassar algum obstáculo. São de utilização interior e exterior na construção, manutenção industrial, estaleiros, etc.

Plataformas telescópicas (altura de trabalho de 14 a 43mts) que são máquinas todo terreno, utilizadas principalmente para trabalhos públicos, construção e estaleiros e que oferecem velocidade, fiabilidade e segurança.

Mastros verticais, de 6 a 12mts. Plataformas eléctricas com alcance até 3,10mts e de fácil utilização para trabalhos em interiores. Compactos e manobráveis, são os equipamentos ideais para utilizações em zonas com espaço reduzido.

Elevador Unipessoal – Gama Quick Up (altura de trabalho de 7 a 14mts). Graças ao seu peso ligeiro, podem trabalhar em solos frágeis. Por outro lado, as dimensões reduzidas permitem-lhe passar por portas padrão e garantem facilidade de transporte e manutenção. São a solução ideal para aceder a zonas de espaço limitado.

Plataformas rebocáveis. São fáceis de rebocar e utilizar, possuem estabilizadores hidráulicos e comandos proporcionais na cesta. De fácil manutenção, podem efectuar trabalhos tanto no interior como exterior.

Plataformas sobre camião - Haulotte Truck Boom HTB 160, HTB 180, HTB 200 (altura de trabalho: 16, 18 e 20 mts). Garantem segurança máxima; ergonomia e comodidade de utilização; produtividade optimizada; capacidade compacta recorde e ampla zona de trabalho.

EQS


Na sua intervenção, Raquel Pinho, da EQS – Engenharia, Qualidade e Segurança, salientou a importância da prevenção e lamentou que, muitas vezes, “só se acorde para o problema quando ele acontece”. A representante da EQS saudou também a disponibilidade manifestada pela ACT para o reforço do aconselhamento.

Dedicados ao controlo e garantia da qualidade de instalações, equipamentos e materiais, os técnicos da EQS prestam serviços de certificação, inspecção, ensaios, consultadoria e formação profissional.

Na área da segurança e higiene e tendo em conta os desenvolvimentos da legislação nacional bem como a definição de responsabilidades dos diversos intervenientes, a EQS apresenta serviços de segurança na construção orientados para o dono de obra, para a entidade executante e subempreiteiros.

Agrifer


A representante da Agrifer, Barbara Azevedo, salientou durante a sessão que a higiene e segurança no trabalho é também uma questão de responsabilidade social para a empresa.

A Agrifer tem 40 anos de experiência no ramo da comercialização e prestação de serviços pós venda a máquinas e equipamentos industriais. A empresa é uma verdadeira referência do sector, quer a nível regional quer a nível nacional.

Com a preocupação de apresentar aos clientes os melhores produtos e a garantia de um bom serviço Pós Venda, a Agrifer apresenta uma equipa de 21 profissionais motivados, que apoiam uma carteira com mais de dois mil clientes. A aposta na formação dos efectivos é também uma constante, como provam as mais de trezentas horas dedicadas por ano.

O moderno Centro de Operações construído recentemente, perto do novo e imponente Estádio Municipal de Braga, espelha o dinamismo da Agrifer e garante aos clientes a necessária confiança no futuro.

Proposal

Cidália Pinheiro, da Proposal, alertou para o perigo derivado da importação de equipamentos usados que “muitas vezes, são verdadeira sucata que não resolve qualquer problema de segurança”.

A Proposal surgiu em 2002, como resposta a uma oportunidade de mercado e aliada à vasta experiência do seu parceiro de negócios, a Agrifer, uma empresa de venda e manutenção de equipamentos de movimentação de terras e cargas, de compactação e ar comprimido.

A empresa tem como missão, o desenvolvimento do negócio de aluguer de máquinas e equipamentos sem operador, visando a satisfação das necessidades do mercado, através de um serviço de elevada qualidade e fiabilidade, de forma a proporcionar aos seus clientes um acréscimo de produtividade e rentabilidade.

Como pontos fortes, a Proposal apresenta um elevado conhecimento do mercado; uma parceria estratégica; estrutura organizacional com elevada flexibilidade; equipamentos altamente fiáveis; preços competitivos e elevada variedade de equipamentos / frota.

Exposição de equipamento


Após a sessão, os participantes puderam ver alguns equipamentos de elevação de cargas e pessoas no trabalho, bem como obter explicações adicionais sobre o seu funcionamento por parte de técnicos da Agrifer e da Haulotte.

“Verde de Honra”



No final do evento, a Agrifer ofereceu a todos os presentes um “Verde de Honra”.